Resenha Casa das Máquinas

O curta “Casa das Máquinas”, de Daniel Herthel e Maria Leite é um convite ao despertar do conhecimento. Merecidamente vencedor de festivais como Animamundi e premiações como o 9th Circuito Off Venice International Short Film Festival RTP2 Onda Curta Award Venice / Italy 2008), a obra trascende pensamentos modernos, instigando o positivismo Comteano no espectador ao mostrar um elaborado sistema maquinário que proporciona um simples movimento de uma bailarina de madeira.

A cena inicial, onde uma chave é introduzida na fechadura, é o ponto caótico que desencadeia uma série de eventos. Assim como o derrubar de centenas de peças de dominó enfileiradas, o espectador consegue observar a harmonia existe entre cada elemento da máquina. Após o curta mostrar detalhadamente o funcionamento do maquinário, observa-se um orifício com inúmeras cordas. A camera se afasta, tendo dessa forma uma visão exterior da máquina, que se revela uma caixa de madeira com uma bailarina acoplada, que dança de forma simples no ar.

O contraste apresentado entre o complexo maquinário que tem por fim uma simples bailarina, apresenta uma profunda reflexão a respeito da essência do homem. É o milagre da vida apresentado. É um grito de socorro para que o ser humano desperte para o sensível. Assim, os diretores escancaram a problemática do ser humano, que não consegue visualizar o mundo real, simples, belo e perfeito, pois está preso em seus mundos práticos, aparentes.

A linda melodia assinada por Daniel Potter, é mais um dos pontos altos do curta. Potter consegue um casamento perfeito entre cada movimento das máquinas com sua música. Essa harmonia é mais um louvor aos sentimentos, pois desperta no espectador a sensiblidade de compreender que todo o sistema das máquinas é a bailarina, assim como a bailarina é o sistema das máquinas. A música humaniza a ação da casa das máquinas, facilitando a tarefa do espectador de trazer para si a idéia do complexo e do simples que nos habita.

Com uma temática atemporal, musicalidade perfeita e uma bela direção, o curta “Casa das Máquinas” é indispensável para as mentes reflexivas e adoradoras da sétima arte. Além de tudo, é uma mostra da qualidade do cenário cinematográfico brasileiro, que não deve em nada para as outras escolas do mundo.


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Essa foi a resenha que escrevi para concorrer ao Juri Jovem do Festival de Curtas Internacional do Curta Cinema. Fui selecionado para o juri, mas me ofereceram em troca, uma vaga para a Oficina de Crítica de Curtas, onde eu farei críticas dos curtas do circuito, que serão postadas no blog do festival. Divertido não?
ps. Só postei isso, pois havia séculos que não escrevia no blog, graças a minha escola.
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Quanto vale a alma de Lula?

Diálogo retirado da revista HellBlazer # 03:
Demônio "Me pergunto, mortal, se é PRETENSÃO ou IDIOTICE que te traz aonde os anjos temem pisar."
John Constantine "Sabe, eu quero vender minha alma. Pensei em deixar de fora os intermediários e vir direto a CABEÇA DA PÚSTULA, por assim dizer."




Para muitos, o personagem principal da atual crise que atravessa o senado é o José Sarney. No entanto, esse episódio apenas evidencia do que é capaz nosso presidente da república para se manter no poder. Lula vendeu sua alma operária para aqueles ditos inimigos, perdendo o que possuía de mais valioso: sua dignidade.



Todos sabem muito bem que Dilma Roussef é uma candidata fraca, sem moral. Mas Lula é teimoso. Bancou sua pré-candidatura e agora corre atrás do prejuízo. Escutar nosso presidente defender José Sarney com argumentos estúpidos – chamá-lo de um homem diferente dos outros, por exemplo – é como uma faca sendo apunhalada nas costas de seus fiéis eleitores que depositaram na imagem do presidente do povo a salvação de uma nação.



Para seu azar, Lula não é um John Constantine. O personagem dos quadrinhos soube manipular os demônios a seu favor, diferente de Lula, que se coloca a disposição de nossos demônios, mas não assistirá a vitória de sua Dilma.
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O Cinismo da Reciclagem

Confesso que falta incentivo para fazer uma nova postagem. Assim, eu aproveitei essa resenha que fiz para um trabalho da escola. A resenha é sobre um artigo chamado "O Cinismo da Reciclagem", que vocês podem obter nesse endereço:





RESENHA:


O Artigo “O cinismo da reciclagem: O significado ideológico da reciclagem da lata de alumínio e suas implicações para a educação ambiental” foi escrito pelo biólogo e mestre em Ecologia Social, Philippe Layargues no ano de 2002. O artigo nos apresenta uma profunda reflexão sobre a verdadeira intenção da política de educação ambiental adotada, a partir da pedagogia dos três R’s (Reduzir, Reutilizar, Reciclar), contrastando com o quadro político, social e econômico da sociedade atual.



A idéia dos três R’s serve de modelo para ações eficazes ao combate do excesso de lixo e consequentemente a preservação do meio ambiente. Esse nome é devido aos três lemas “reduzir”, “reutilizar” e “reciclar”, possuindo grande eficácia pedagógica. A ideologia é que podemos reduzir a síntese de lixo consumindo menos e melhor, podemos reutilizar diferentes produtos antes de descartar e podemos reciclar o lixo, retornando-o ao ciclo de produção.
O autor divide a ideologia dos três R’s em dois discursos ecológicos diferentes. Para ele, o mais representativo, utilizado e ensinado tanto nas escolas como em programas de conscientização é o discurso ecológico oficial. Nessa vertente, observa-se a defesa que o problema principal é o consumo insustentável, onde a sociedade atual desperdiça muito. Logo, a solução encontrada é a priorização da reciclagem. Isso acontece, pois o ciclo de produção continua ativo, sustentado nos produtos que foram reciclados.



O outro discurso é chamado de discurso ecológico alternativo. Nele, é visível uma dura crítica a cultura da sociedade capitalista, que consome desenfreadamente, colocando-a como problema principal a ser combatido. Esse consumo em larga escala é sustentado pelos interesses das grandes empresas, que visam o lucro. Os artifícios para manter o consumo são a venda de produtos com pouco tempo de vida útil, obrigando o consumidor a comprar o mesmo produto novamente, e a propaganda em massa de “inovações tecnológicas”, que tornam os produtos comprados constantemente ultrapassados, levando assim a necessidade de comprá-lo novamente. Logo, o discurso prioriza a redução e a reutilização, mas para isso seria necessária uma mudança comportamental da população, segundo o autor.



Layargues evidencia que o discurso ecológico alternativo não é adotado oficialmente, pois é totalmente subversivo e radical, tocando nos maiores interesses do sistema capitalista. Ele meche onde mais dói: O bolso. Por isso o discurso ecológico oficial é o mais presente em escolas e programas de conscientização. Ele apresenta um caráter comportamental e não reflexivo como o discurso alternativo, tornando a pedagogia dos três R’s em pedagogia de reciclagem. Ele aliena a população, proporcionando uma sensação de segurança ao desviar as criticas ao consumismo. Ao menos o autor concorda que ela pode ser vista como um pequeno avanço do pensamento ecológico.



É tomada como exemplo nesse artigo, a campanha de reciclagem de alumínio. A partir daí o autor tece uma harmoniosa teia desmitificando os argumentos clássicos de ordem econômica, social, política e cultural dessa pedagogia de reciclagem. O autor apresenta os diversos mecanismos e a hipocrisia do discurso “O espetacular índice brasileiro de reciclagem de alumínio, por volta de 73 %, está em primeiro lugar no mundo”.



Pelo argumento de valor ambiental, tem-se a diminuição de lixo em aterros, energia e matéria-prima (no caso a bauxita). Layargues coloca em pauta o inexpressivo valor que possui essa alta reciclagem do alumínio, que resulta na subtração de apenas 1% do lixo produzido no país e 0, 0179% de bauxita. Enquanto isso, outros minérios que possuem muito pouco tempo de vida e deveriam receber mais atenção, são deixados de lado.



Layargues ainda coloca em questão o Projeto Escola, onde seriam trocados latas de alumínio por equipamentos como computadores e bebedouros. Para ele, tem-se assim um agravamento de um problema social, pois tanto o projeto como a idéia da reciclagem ser uma função ecológica de casa cidadão, proporcionam uma maior desigualdade, levando os catadores a perderem o alumínio e o emprego.



A reciclagem do alumínio leva a uma grande redução de custos, com a subtração de energia utilizada, por exemplo, até o seu enorme preço de comercialização. Soma-se à atividade dos catadores e renumeração mínima – ou pela substituição desse núcleo por campanhas de incentivo a reciclagem – tem-se uma maximização do lucro as empresas. Logo, é por esse motivo que se tem a corrida pelo alumínio mais intensa do que outros materiais que deveriam receber real atenção.



Layargues coloca que a atual política de reciclagem não passa de um mecanismo de expansão capitalista e não possui um engajamento com os problemas ambientais. Isso acontece, pois a iniciativa é tomada por empresas interessadas no lucro. A questão deve ser tratada por medidas técnicas e políticas públicas, para impedir que essa exploração do trabalho pelo capital continue, e os R’s a se priorizar são o reduzir e reutilizar. O autor mantém a crítica ao sistema de ensino, que desvirtua a formação de cidadãos reflexivos, servindo como meio de dominação, fortalecendo a ciranda da sociedade consumista, logo o mecanismo deveria voltar ao seu eixo.



O artigo apresenta boas argumentações e o autor se mantém firme em suas criticas. A idéia de que a redução e a reutilização são mais importantes é válida. No entanto para que isso ocorra é muito mais complicado do que a solução simplista proposta por Layargues, onde se tem maior participação de políticas públicas e técnicas. Como o próprio autor fala, o problema remete a uma questão cultural da sociedade. Por isso, é utópico dizer que basta o governo tomar frente à questão no lugar das empresas, pois o próprio governo possui interesses com a vitória das empresas. Ir contra os interesses das empresas é cortar uma relação de mutualismo, onde as mesmas retirariam seu capital, prejudicando assim a ideologia desenvolvimentista das grandes nações, como o Brasil.



Logo, para essa questão ser resolvida é necessário muito mais do que políticas públicas, mas sim uma completa revolução de todas as esferas da sociedade. Não necessariamente uma migração para uma postura socialista ou anarquista, mas sim uma postura consciente e diferente da atual. A educação é o realmente a via onde se tem essa revolução de forma doce e sutil, porém é necessário muito trabalho e mudança de costumes, pois uma reeducação da nação requer no mínimo 20 anos¹.




¹. Informação baseada nas entrevistas do Senador Cristovam Buarque durante a corrida presidencial de 2006.
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Resposta ao (realmente) "Idiota Diário"

Bom, uma pobre criatura tentou provar que o Michael Jackson foi gênio, contrariando a minha postagem sobre o mesmo. Vocês podem ver no endereço abaixo, onde ele diz claramente que foi uma resposta para o meu post.

Então vamos lá. Vou lhe mostrar quem realmente foi gênio!



ELVIS PRESLEY
O verdadeiro "Rei do Pop". Para se ter idéia, a imagem de Presley está viva até hoje. Sendo que o mesmo fez sucesso com suas músicas na década de 50 (!). Mas isso não é muito relevante, perto do que irei dizer. Vamos analisar primeiro o famoso aforismo popularizado por Chacrinha:
" Nada se cria, tudo se copia."
Sim, nosso inesquecível apresentador estava certo. No entanto, essa frase apenas se aplica a pessoas normais. O que diferencia um gênio de um normal é que o gênio cria!
Vocês devem estar pensando "o que esse cara quer provar com isso?". Irei mostrar a vocês que o Elvis criou um estilo. Logo, ele é gênio.
Elvis simplesmente criou o conceito de "oportunismo musical". Sim, o poder de marketing musical não seria o mesmo sem Elvis Presley. Ele era bonito, branco ( Não estou sendo preconceituoso, basta analisar a época. O racismo era forte nos EUA. As boas músicas de rock eram feitas por negros como Chuck Berry, no entanto Elvis surgiu como alternativa. Simplesmente um oportunismo genial! ), dançava com um balanço surpreendente, fazia filmes, seu penteado é uma marca... Enfim, Michael Jackson nunca conseguiria fazer sucesso, a partir do momento que seu sucesso foi a base de um conceito de marketing ou "oportunismo musical" criado por Elvis Presley!
Isso é claro, apenas o básico sobre o verdadeiro "maior artista de todos os tempos".
Eu pretendia falar sobre os Beatles também. Mas acredito que o exemplo maior ( leia-se Elvis Presley) serviu para você aprender a diferenciar um gênio de um cantor muito bom.
Abraços!
"...Love me tender, love me true,
All my dreams fulfill.
For my darlin' I love you,
And I always will..."
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Manhattan Connection


Os famosos formatos de mesa-redonda são consagrados, principalmente no meio esportivo. No entanto, este programa que encontra-se no ar há quase 16 anos - o que lhe coroa como o "programa mais antigo da tv por assinatura brasileira" - , tem seu charme especial. Manhattan Connection busca debater assuntos como política, economia e diversos no Brasil, EUA e no mundo.

Liderado pelo repórter Lucas Mendes desde a estréia, a formação original contava ainda com Nelson Motta, Paulo Francis, Caio Blinder e Lúcia Guimarães. Francis e Blinder protagonizavam dicussões históricas durante o programa.

Formação original do Manhattan Connection, com Paulo Francis, Nelson Motta, Lucas Mendes e Caio Blinder, respectivamente.

Com a Morte de Francis em 1997, seu lugar foi ocupado por convidados até ficar definitivamente com o jornalista e cineasta - é importante avisar que está gravando mais um filme esse ano, após duas décadas parado - Arnaldo Jabor. Assim como seu antecessor, Jabor sempre acabava discutindo acalorosamente com Blinder.
Nelson Motta abandonou o barco em 2001. Após várias participações especiais, o economista Ricardo Amorim tornou-se fixo no programa. Arnaldo Jabor saiu em 2003, com Diogo Mainardi tomando sua cadeira.
O programa não conseguiu manter o nível após perder vários apresentadores. É fato que Paulo Francis faz muito falta. No entanto, ainda podemos observar bons debates. Ricardo Amorim apresenta argumentos lúcidos, enquanto Maindardi e Blinder constumam se contradizer, por defenderem cegamente suas ideologias. Infelizmente, Lucas Mendes parece sonolento e desanimado, mas ainda consegue organizar os debates.
Ainda temos os quadros do modelo Pedro Andrade, que apresenta a cidade de Nova Iorque para os espectadores.
Manhattan Connection é indispensável para as noites de domingo. Fica a dica para todos!
Canal: GNT (canal por assinatura)
Horários: domingos às 23h00min, com reprises às segundas-feiras às 04h30min, 10h00min, 14h00min e 22h30min.
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Vida e Morte Michael Jackson


Michael Jackson conseguiu em seus últimos segundos de vida retormar seu lugar nos jornais. É indiscutivel que esse fenômeno pop conseguiu parar o mundo de maneira espantosa. Mas o que nos leva coroá-lo como o "Rei do Pop" ou títulos ainda mais absurdos como "o maior cantor de todos os tempos", após seu óbito?
Os fatos que sucederam a morte do cantor não são surpreendentes. Essa nova febre - que chutou a do porco para escanteio - é passageira. A nova geração não perdeu tempo e baixou as mp3 do cantor. De certa forma, é uma boa oportunidade para essas crianças conhecerem o outro lado de Michael, além de sua imagem banalizada como "monstro pedófilo".
Mas até que ponto essa história de "Rei do Pop" é verdade?
No programa Manhattan Connection deste domingo (28/06), o convidado Arthur Dapieve, colunista do O Globo, colocou em questão a mania que temos de "endeusar" os mortos. "Temos que parar com a benevolência" dizia Dapieve. Em meio as manifestações de amor ao cantor, um pouco de racionalidade fez muito bem.
Então vamos desmistificar o cantor Michael Jackson. Primeiro vamos nos seus trunfos.
I - Videoclipes: O que seria Michael Jackson sem seus videoclipes? O crédito para o cantor fica por conta de saber aproveitar a nova era. A carreira solo de Michael foi impulsionada pela MTV, pois estava começando a atrair multidões. Foi um momento oportuno. A tendência estava lançada, e Michael Jackson foi apenas mais um que soube utilizar - muito bem, admito - a ferramenta para vender. No entando, nem o conceito de videoclipes ele criou. Eles remetem a Elvis Presley e Gene Kelly, mas foram os Beatles que gravavam e divulgavam seus shows no formato. A fama de Michael Jackson ligada aos videoclipes é por seu oportunismo marketeiro. Mas ele os soube fazer... e bem!
II - Dança: Sim! Michael Jackson foi um dos maiores dançarinos. Suas coreografias eram fantásticas, mas não inovadoras. Ele também não foi o primeiro cantor negro que dançava. Lembram de James Brown? Pois é. Além disso, o seu famoso moonwalk... quer dizer, o famoso moonwalk do dançarino Bill Bailey que Jackson popularizou. Isso mesmo! Jackson não criou o moonwalk como muito pensam.
É importante ressaltar que Jackson foi um grande artista. Um dos maiores de fato. No entanto, suas músicas não eram geniais e ele apenas teve como alicerce de sua carreira, fórmulas já consagradas. Jackson foi produto de um trabalho muito bem feito por Quincy Jones.
Por essas e outras, Jackson não pode ser considerado o maior cantor de todos os tempos. Nomes como Elvis Presley e Beatles estão anos luz em sua frente.
Por fim, descanse em paz! E faço o mesmo apelo de Dapieve: "Deixem de lado a Benevolência!"
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Poema para Michael por Tom Zé

Encontrei na comunidade do orkut "Tom Zé", uma postagem com um suposto poema em homenagem ao Michael Jackson escrito pelo genial cantor e compositor baiano. Como estarei de volta com as postagens agora que estou de férias, não poderia começar com outro tema. Farei em breve um comentário sobre esse fenômeno que parou o mundo: A vida e morte de Michael Jackson.
AMADO MICHAEL
(Tom Zé)
Negro da luz que desbota branco
Tanto talento tormento tanto
Tanta afronta de pouca monta.
Eia! virtudes em farta ceia
Todo encanto que pode o canto
Toda fiança que adoça a dança.
Que deus nos furta vida tão curta?
Mundo lamenta: ele mal cinquenta!
A ninguém ilude essa bruxa rude.
Paroxismo desse Narciso
Que achou desgosto no próprio rosto
E apedrejou-se com faca e foice.
Avança a rua (uma dor que dança)
E em seus telhados mandibulados
Requebra os hinos do dançarino.
Niños, rapazes, se sentem azes
Herdeiros todos e seus parceiros
Revelam parque, porto e favela.
II
Da Grécia três te trouxeram
Graças Arcas repletas de belas artes
Arcas que deram ciúme às Parcas.
Que luz trarias tu, mitologia,
Para um tal desatino de destino
Que o espandongado toma por fado?
Porque o povo grego disse que
Se a hybris o herói consigo quis,
Se condiz ao lado dela ser feliz
Ele mesmo será pão e maldição
Enquanto gera para os olhos de Megera.
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Israel x Palestina part II

Dezembro de 2008. Quem não estava feliz com a chegada do Réveillon? A resposta está no Oriente. Foi no final desse mês que Israel começou o bombardeio na Faixa de Gaza. Desde então se passaram 15 dias dessa ofensiva militar, que além de ataques aéreos, possui agora investidas por terra.
O resultado desse massacre é um grande número de civis palestinos mortos, podendo passar de 1000. O grupo do Hamas revidou certas vezes com mísseis, e procura utilizar a mesma tática de Hezbollah (grupo do Líbano dito como terrorista por Estados Unidos e Israel, que expulsou o mesmo do sul do Líbano em 2000), para evitar avanços do exército israelita por terra. A ONU condena os ataques.
Protestos na Europa, Brasil, dentre outros, condenam os ataques. O governo brasileiro qualificou a ofensiva de Israel como uma “prática nazista”. Enquanto isso, os Estados Unidos ainda defendem os ataques, alegando que é uma questão de luta ao terrorismo e que o Hamas deve parar de atacar (isso inclui tanto o governo Bush quanto o próximo governo Obama). Existe uma séria crise no Oriente e no mundo todo.
O movimento sionista parece ter perdido o rumo. Hoje, mesmo possuindo um Estado reconhecido e bem desenvolvido, com alto IDH, por exemplo, os ataques continuam. Antes se queria um estado judeu, hoje parece se querer o fim de qualquer rastro islâmico. Grupos ditos como terroristas como o Hamas e Hezbollah, são apenas fruto de ocupações de Israel e de toda essa guerra que cruza décadas.
Infelizmente o quadro é difícil de mudar, pois as crianças palestinas crescerão com um sentimento de raiva, tornando-se assim um circulo vicioso de mísseis. O que está acontecendo em Gaza é um crime contra a humanidade e todos os seus direitos.
Os grandes centros de poder precisam tomar uma atitude drástica para resolver a situação, principalmente os Estados Unidos, que mostram nesse momento toda a sua política externa suja e hipócrita.
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Israel x Palestina part I

Iniciamos o ano de 2009 com o primeiro capitulo manchado de sangue. A ofensiva de Israel na Faixa de Gaza é apenas mais um triste episódio de uma novela que dura décadas.
Certamente, tudo começou com um movimento, chamado de Sionismo. O Sionismo pregava a criação de um estado para Israel, tendo em vista a diáspora judaica. Devido a conceitos religiosos, a região escolhida para estabelecer o estado judeu, foi a Palestina. Mesmo que o movimento tivesse apoio das maiores potencias do mundo, como a Inglaterra, a Palestina possuía um estado unificado culturalmente, tendo como o islamismo religião oficial, o que dificultava um processo de criação do Estado judeu, pois seria necessário implantar toda a cultura judaica.
Foi com a Declaração de Balfour, que o povo judeu começou a migrar para a região da Palestina, isso porque a área controlada pelo império otomano havia sido perdida no fim da I Guerra Mundial, sendo agora controlada pelos britânicos, que eram simpáticos ao movimento sionista. Durante esse tempo, a tensão entre árabes e judeus foi crescendo cada vez mais. Com o fim do controle britânico em 1947, a ONU iniciou um projeto de partilha da Palestina, criando dois Estados. O projeto foi aprovado por judeus, que receberiam por volta de 60% da região, no entanto a Palestina não aceitou, dando inicio aos conflitos.
Após o estado de Israel declarar independência em 1948, iniciou-se uma série de guerras. Umas delas, a Guerra dos Seis Dias, marcou a ocupação militar de Israel na área da Cisjordânia, em 1967. Por conseqüência desse processo de ocupação, o grupo Hamas surgiu em 1987, em Gaza. O Hamas, dito como terrorista pela União Européia, Estados Unidos e Japão, defende a luta contra Israel pela libertação da área ocupada e a criação de um estado da Palestina.
Em meio as ofensivas militares, esse grupo foi crescendo politicamente nas regiões de Gaza e da Cisjordânia, até vencer as eleições para o parlamento palestino em 2006. Nesse mesmo ano, o grupo do Hamas ofereceu um cessar-fogo duradouro, em troca da desocupação militar de Israel na Cisjordânia. Esse acordo foi recusado por Israel.

Nos próximos dias, falarei sobre os ataques de Israel a Faixa de Gaza nesse inicio de ano.
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Chomsky e a política externa dos EUA.

Intelectual norte-americano que é antiamericano? Não.
Chomsky vai muito além desse estereótipo equivocado. Conhecido pelos seus trabalhos em liguistica, Noam Chomsky adotou uma posição política de extrema esquerda, criticando duramente a política externa dos EUA.
Desde a Guerra do Vietnã, Chomsky é conhecido pelo seu ativismo e foi nessa época que escreveu seu livro “American Power and the New Mandarins (O Poder Americano e os Novos Mandarins)”.
Sua ideologia é conhecida pela exigência de liberdade economica, onde a arena pública não é suprimida pelo poder privado. Chomsky diz que os grandes meios informativos são empresas privadas, que oferecem uma falsa sensação de democracia, no entando a real democracia só poderá acontecer quando essa diferença de classes e de poder não existir.
O sistema ideial para Chomsky seria um anarquismo pacifico, onde não existiria um poder centralizado em instituições do Estado ou do Governo. Chomsky é talvez o mais importante intelectual vivo, sendo sua obra indispensável.
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Entrevista com Noam Chomsky


Encontrei pelas minhas pesquisas sobre as teorias de Noam Chomsky, sua entrevista para o programa "Roda Viva". Aqui está o sítio para quem quiser ler a entrevista:





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Em breve falarei sobre Chomsky e sua filosofia.
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10 estratégias de manipulação por Noam Chomsky.

1. A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes.A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética.“Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais” (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”.)

2. CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES
Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Se cria um problema, uma “situação” prevista para causar uma certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3. A ESTRATÉGIA DA DEGRADAÇÃO
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, é suficiente aplicar progressivamente, em “degradado”, sobre uma duração de 10 anos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas tem sido impostas durante os anos de 1980 a 1990. Desemprego em massa, precariedade, flexibilidade, reassentamentos, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haviam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de forma brusca.

4. A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO
Uma outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública no momento para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, por que o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, por que o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Em fim, isto dá mais tempo ao público pata acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

Um exemplo recente: a passagem para o Euro e a perca da soberania monetária e econômica tem sido aceitos pelos países Europeus em 1994-1995 para uma aplicação em 2001. Outro exemplo: os acordos multilaterais da ALCA (o FTAA) que os Estados Unidos tem imposto desde 2001 aos países de todo o continente americano (Central e Sul da América) apesar de suas reticências, concedendo uma aplicação e vigência diferida para 2005.

5. DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza um discurso, argumentos, personagens e uma entonação particularmente infantil, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante.
Por que?“Se se dirige a uma pessoa como se tivesse a idade de 12 anos então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, uma resposta ou reação também desprovida de um sentido critico como a de uma pessoa de 12 anos de idade”. (ver “armas silenciosas para guerras tranqüilas”)

6. UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

7. MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE
Fazer como que se o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão.
“A qualidade da educação dada as classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre o possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores” (ver “armas silenciosas para guerras tranqüilas”)

8. PROMOVERAO PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDICOCRIDADE
Promover ao público a achar “cool” pelo fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

9. REFORÇAR A REVOLTA PELA CULPABILIDADE
Fazer o individuo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo auto-desvalida-se e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E sem ação, não há revolução!…

10. CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência tem gerado uma crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças a biologia, a neurobiologia e a psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o individuo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.
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Ave, Cesar...

16 anos (contando com o mandato de Paulo Conde) no poder, não é de se fazer feio a nenhum imperador romano. Conhecido por certas excentricidades, César Maia foi do céu ao inferno em sua era, gozando de prestigio da população até seu fim melancólico. Seu mandato foi de um prefeito ativo, zelando pela ordem urbana de forma extraordinária. Foi também em seu primeiro mandato que começou o projeto de construção da Linha Amarela, sua obra mais cara, principal via que liga a Zona Norte com a Zona Oeste.
César era visto nas ruas, conversando com a população e lutando para colocar ordem na casa. Era o perfeito populista. Ainda no final da primeira parte de sua era, mostrou todo seu poder administrativa, com um superávit de 1 bilhão, em meio a crise que o país se encontrava, antes do plano real. Em seus seguintes anos, César continuou com suas obras mirabolantes, incluindo um museu parcialmente submerso na baía de Guanabara, chamado de projeto Guggenheim. Felizmente esse projeto não vingou, pois seria muito mais prático reestruturar os museus já existentes.
Com o passar do tempo, César foi deixando de lado seu lado populista, sendo conhecido como o prefeito blogueiro. Sua imagem de ativo perante a sociedade foi apagando, deixando a imagem desse prefeito virtual. Durante esse período ocorreram as obras do Pan-americano, que inicialmente era um projeto modesto, mas que em vista da possibilidade do Rio de Janeiro ser um forte candidato para as Olimpíadas de 2016, necessitou de um investimento muito superior ao inicialmente planejado. Essa foi a característica desse segmento do governo César Maia: O esporte.
Em seu mandato ainda nos deparamos com problemas na área da saúde, como as epidemias de dengue por exemplo. No fim, ainda com seu sonho pessoal de criar o “Taj Mahal” carioca, que inicialmente foi por água a baixo com o projeto Guggenheim, César iniciou a construção da Cidade da Música, grande projeto cultural que extrapolou verbas, atingindo cifras de 500 milhões e certamente vai sempre fechar no vermelho, causando rombos nos cofres da prefeitura.
César Maia foi simplesmente o prefeito que mostrou dois lados da moeda. É com total autoridade que César poderia escrever um livro intitulado “Como ser um prefeito ótimo e um prefeito ruim.” Essa descredibilidade pode ser traduzida nos resultados das eleições desse ano. Eduardo Paes, inicialmente cria política de César que virou algoz do mesmo, venceu as eleições, enquanto há 12 anos, um candidato com a marca César só foi eleito pelo prestigio do prefeito.
Porém a era César Maia não promete terminar aqui, sua história ainda tem muito pela frente, e ele promete: 2012 ele está de volta.
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Entenda a Crise Financeira.

A crise mundial é o bicho papão da nova era. Os economistas, os bancários, as nações, tem medo do que se esconde atrás do armário.
Tudo começou lá na terra do tio Sam, com a valorização do mercado imobiliário. As empresas imobiliárias viram nesse leque de opções, que é o mercado consumidor, uma nova área a ser explorada. Como os juros estavam baixos, o bloco denominado subprime, dos consumidores de baixa renda, ganharam a confiança das empresas, que lhes dava crédito.
Porque isso acontecia, já que o risco de calote era alto? Exatamente por isso, pois sendo o risco de endividamento muito maior, o lucro com o dinheiro emprestado seria maior. É a famosa bola de neve.
Essa possibilidade de lucro resultou num ciclo, onde os bancários compravam esses títulos subprime, que era comprado por outros investidores, e assim por diante. O problema era que se o consumidor subprime já não conseguia pagar nem a primeira parcela, o titulo ficou preso no banco, pois o lucro esperado agora entrara em risco.
Em 2006, com os juros em alta, os créditos estavam altos, afastando os consumidores e aumentando o número de ofertas. Assim, com o medo de novos calotes, os créditos foram cortados de vez, inibindo assim o poder de compra do consumidor. Assim com menos dinheiro, as pessoas compram menos, as empresas lucram menos e a oferta de empregos começa a cair. Tudo como uma fileira de dominó.
Resultado de toda essa salada: Os bancos começaram a quebrar. Por isso o governo dos Estados Unidos retirou do caixa mais de 700 bilhões, para ajudar esses bancos. O governo compra os títulos subprime de alto risco, ou seja, aqueles com maior risco de calote, aliviando o caixa dos bancos. Essa desaceleração do consumo nos Estados Unidos acaba afetando as outras partes do mundo, pois existe uma inter-relação entre suas economias.
É difícil prever quando vai acabar essa crise ou como ficará o cenário da economia mundial. Uma coisa é certa: Os bancos de maior porte se manterão vivos, e crescerão cada vez mais, assim que os bancos menores quebrarão. Isso é ruim para o consumidor, que estarão a mercê de uma única e poderosa força controladora.
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Eles lá, nós aqui.

Eleições americanas encerradas. O candidato democrata (inclua pop no currículo) venceu. Obama representa um episodio importante na historia americana, pois além de ser negro, ainda é filho de muçulmano. Essa vitoria contra o preconceito é reflexo da má gestão do atual presidente republicano, George Bush. Uma nação que sofreu com o pesadelo da guerra, do terrorismo, crise imobiliária (que causou a financeira), precisava de mudanças e só poderia ser feito dessa maneira: elegendo o novo.

“O novo sempre assusta”. Esse aforismo que me foi apresentado por uma professora de português, justifica a dificuldade que o povo norte-americano passou. Se Obama resolverá os problemas, isso é outra história.

Enquanto aqui no Brasil? Oras, será que não precisamos de renovação? Eu lhes digo, já tentamos isso. Elegemos, por duas vezes consecutivas, um presidente que era o símbolo da luta operaria que era do povo. Será que muita coisa mudou? Creio que não.

Esse é o problema do Brasil. Lula era o símbolo da renovação, e nos deixou pra trás. E pelas especulações dos estudiosos políticos, o próximo presidente não deverá ser de esquerda. Ora, se a direita não era no nosso lado, elegemos a esquerda, que acreditávamos ser, mas mostrou que era mais do mesmo.

Enquanto nossos vizinhos do norte procuram a sua renovação, a nossa já passou. Infelizmente o povo se encontra perdido, sem saber quem eleger. Estamos num circulo vicioso, e a nossa única solução é a renovação da renovação.
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Mês de Outubro Quente

Faz tempo que não posto nada nesse blog. Devido aos últimos acontecimentos, minha chama reacendeu e agora estou de volta. Primeiro as eleições para prefeito do Rio de Janeiro tem conquistado minha atenção. O primeiro turno se foi, e com a ajuda da rede Globo (o que me preocupa), Gabeira foi ao segundo turno, tirando a vaga que seria teoricamente do candidato da rede Record, vulgo Marcelo Crivella. Ignorando todas as questões religiosas, entre Crivella e Gabeira, é indiscutível que o candidato verde tem muito mais moral e poder político do que o Crivella. Agora o segundo turno chegou, e dois candidatos bastante interessantes irão disputar o cargo: Fernando Gabeira e Eduardo Paes.

Primeiro falarei sobre Eduardo Paes. É um candidato jovem, cuidava de Jacarepaguá no inicio da carreira, depois trabalhou no governo Cesar Maia como secretario de meio ambiente. No inicio dessas eleições recebeu o apoio do governador Sergio Cabral, que mudou de idéia durante as eleições, apoiando o candidato do PT Molon, porém mudando de idéia e voltando a apoiar Paes. O candidato do PMDB já passou por inúmeros partidos, entre eles o partido de seu adversário, o PV. Além disso, Eduardo tem o apoio do presidente Lula, graças a boa relação com Sergio Cabral. O único detalhe é que Eduardo acusou Lula de chefe de quadrilha, mentiroso e ladrão, durante uma CPI (não recordo qual é a CPI no momento). Nas suas propostas, Eduardo deixa claro sua preferência pela saúde, defendendo a construção de 40 UPAs. Além disso, defende também a implantação do bilhete único e é contra a aprovação automática e a construção do aterro sanitário de Paciência.

Fernando Gabeira é um candidato experiente, já concorreu à presidência e fez parte da luta armada durante a ditadura. Nesse período, fez parte do MR8 – Movimento Revolucionário 8 de Outubro - , onde seqüestrou um embaixador dos EUA aqui no Brasil, para utilizar como troca por presos políticos. Ainda na ditadura, foi exilado, voltando ao Brasil somente depois da anistia. No Brasil, foi um dos fundadores do PV, junto com Carlos Minc, atual ministro do meio ambiente, e outros políticos. Durante sua carreira política, concorreu tanto pelo PT como pelo PV. O partido de Gabeira é essencialmente de esquerda, como o PV da Alemanha, porém isso não acontece aqui. Nessas eleições, o PV fez aliança com os Tucanos, que basicamente tem um histórico de governar para a elite. As propostas de Gabeira não são tão claras, e não tem um carro chefe como Eduardo Paes e seus UPAs, mas também é contra a construção do aterro sanitário de Paciência, aprovação automática, a favor da implantação do bilhete único.

Com tanta proposta em comum, o que diferencia os dois candidatos, além de suas carreiras políticas? Eduardo Paes goza do apoio do governo do estado e do governo federal, e faz questão de deixar claro que esse apoio é fundamental para o Rio de Janeiro. Gabeira tem uma extrema vantagem cultural, intelectual, e defende a iniciativa privada (sinais tucanos em Gabeira). Durante os debates, Eduardo Paes ataca Gabeira por receber o apoio de Cesar Maia, porém Gabeira relembra o adversário que foi o próprio Cesar Maia que o iniciou na carreira política. Eduardo Paes declara que conhece o Rio de Janeiro, porém foi criado no Jardim Botânico, na zona sul do Rio, enquanto Gabeira já foi professor em Campo Grande. Paes adotou nesse segundo turno, uma campanha suja, que teima em procurar destruir a imagem de Gabeira. O candidato verde defende sua política limpa, onde não se encontram panfletos ou cartazes do candidato. Em relação à cidade da música, os dois defendem a bandeira de serem contra a construção, porém Eduardo apoiava o projeto no inicio. Na educação, além do banimento da aprovação automática que já foi citada, Gabeira diz que vai aumentar os tempos de aula e investir nos professores e estabelecer um estatuto para os alunos, enquanto Paes não tem uma posição muito clara em relação a isso.

Enfim, todos os dois candidatos têm muitos pontos negativos. É muita pretensão achar que um candidato possa resolver todos os problemas, mas que consiga plantar uma semente, um costume na população, como manter as ruas limpas, investir na educação, é mais do que suficiente. Enfim, vote consciente!

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Internacionalização do Mundo

Encontrei por esses dias, na internet, uma entrevista com o Senador Cristovam Buarque. Questionado por um aluno norte-americano (detalhe) sobre a internacionalização da Amazônia, Cristovam respondeu com muita educação e inteligência. Aliás, esta entrevista é antiga, realizada antes de sua candidatura a presidência. Aqui está a responda do Senador:

De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

Respondi que, como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, podia imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a Humanidade.

Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Os ricos do mundo, no direito de queimar esse imenso patrimônio da Humanidade.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante o encontro em que recebi a pergunta, as Nações Unidas reuniam o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu disse que Nova York, como sede das Nações Unidas, deveria ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza especifica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o pais onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa.

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E de pensar que ele não ganhou as eleições e nem conseguiu plantar a semente da educação, é uma tristeza...

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Analisando “Os Cantores de Bremen”...

Os Cantores de Bremen poderia ser definido como um conto infantil dos irmãos Grimm, assim como a Branca de Neve. Então o que há de mais nessa história? Analisemos os fatos.

Bremen é uma das cidades que faziam parte da Liga Hanseática. A liga Hanseática nada mais era que um conjunto de cidades mercantis, que monopolizavam a costa européia. Logo, observa-se o começo do túmulo do feudalismo nessas regiões.

Os animais, durante toda sua jornada, exprimem o amor à liberdade.

O conto, nada mais é do que uma mensagem de liberdade, uma ratificação de todos os ideais da revolução francesa, mais uma mão amiga aos estudantes franceses do glorioso verão de 68.

Não é à toa que Chico Buarque, em tempos de ditadura militar, junto à Sergio Bardotti e Luis Bacalov, realizou o musical “infantil“ Os Saltimbancos, inspirado na história dos irmãos Grimm.

(...) Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barcoNão há nada pra temer (...)

Trecho da música “Todos Juntos” do musical Os Saltimbancos, com uma forte referência a lealdade e fraternidade, como uma chamada a todo o povo brasileiro para se unir contra a ditadura.

(...) A gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar, mas eis que chega a roda viva e carrega o destino pra lá (...)
(...) A gente vai contra a corrente até não poder resistir (...)
(...) Faz tempo que a gente cultiva a mais linda roseira que há, mas eis que chega roda viva e carrega a roseira pra lá! (...)

Trecho da música “Roda Viva” de Chico Buarque, confirmando claramente sua vertente político-ideológica, contrária a ditadura.
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Os Cantores de Bremen.


"Um homem tinha um burro que, há muito tempo, carregava sacos de milho para o moinho. O burro, porém, já estava ficando velho e não podia mais trabalhar. Por isso, o dono tencionava vendê-lo. O pobre animal, sabendo disso, ficou muito preocupado, pois não podia imaginar como seria seu novo dono... e então, para evitar qualquer surpresa desagradável, pôs-se a caminho da cidade de Bremen.

"Certamente, poderei ser músico na cidade", pensava ele.
Depois de andar um pouco, encontrou um cão deitado na estrada, arfando de cansaço.
- Por que estás assim tão fatigado? perguntou o burro.
- Amigo, já estou ficando velho e, a cada dia, vou ficando mais fraco. Não posso mais caçar; por isso meu dono queria me entregar à carrocinha. Então, fugi, mas não sei como ganhar a vida.
- Pois bem, lhe disse o burro. Minha história é bem semelhante à sua. Vou tentar a vida como músico em Bremen. Venha comigo. Eu tocarei flauta e você poderá tocar tambor.

O cão aceitou o convite e seguiu com o burro. Não tinham andado muito, quando encontraram um gato, muito triste, sentado no meio do caminho.
- Que tristeza é essa, companheiro? lhe perguntaram os dois
- Como posso estar alegre, se minha vida está em perigo? respondeu o gato. Estou ficando velho e prefiro estar sentado junto ao fogo, em vez de caçar ratos. Por esse motivo, minha dona quer me afogar.
- Ora, venha conosco a Bremen, propuseram os outros. Seremos músicos e ganharemos muito dinheiro.

O gato, depois de pensar um pouco, aderiu e acompanhou-os. Foram andando até que encontraram um galo, cantando tristemente, trepado numa cerca.
- Que foi que lhe aconteceu, amigo? perguntaram os três.
- Imaginem, respondeu o galo, que amanhã a dona da casa vai ter visitas para o jantar. Então, sem dó nem piedade, ordenou ao cozinheiro que me matasse para fazer uma canja.
Os outros, então, lhe propuseram:
- Nós vamos a Bremen, onde nos tornaremos músicos. Você tem boa voz. Que tal se nos reunissemos para formar um conjunto?
O galo gostou da idéia e juntando-se aos outros seguiram caminho.

A cidade de Bremen ficava muito distante e eles tiveram que parar numa floresta para passar a noite. O burro e o cão deitaram-se em baixo de uma árvore grande. O gato e o galo alojaram-se nos galhos da árvore.
O galo, que se tinha colocado bem no alto, olhando ao redor, avistou uma luzinha ao longe, sinal de que deveria haver alguma casa por ali. Disse isso aos companheiros e todos acharam melhor andar até lá, pois o abrigo ali não estava muito confortável.

Começaram a andar e, cada vez mais, a luz se aproximava. Afinal, chegaram à casa. O burro, como era o maior, foi até a janela e espiou por uma fresta. À volta de uma mesa, viu quatro ladrões que comiam e bebiam. Transmitiu aos amigos o que tinha visto e ficaram todos imaginando um plano para afastar dali os homens. Por fim, resolveram aproximar-se da janela. O burro colocou-se de maneira a alcançar a borda da janela com uma das patas. O cão subiu nas costas do burro. O gato trepou nas costas do cão e o galo voou até ficar em cima do gato.

Depois, a um sinal combinado, começaram a fazer sua música juntos: o burro zurrava, o cão latia, o gato miava e o galo cacarejava. A seguir, quebrando os vidros da janela, entraram pela casa a dentro, fazendo uma barulhada medonha.

Os ladrões, pensando que algum fantasma havia surgido ali, saíram correndo para a floresta. Os quatro animais sentaram-se à mesa, serviram-se de tudo e procuraram um lugar para dormir. O burro deitou-se num monte de palha, no quintal; o cão, junto da porta, como a vigiar a casa; o gato, junto ao fogão, e o galo encarapitou-se numa viga do telhado. Como estavam muito cansados, logo adormeceram.

Um pouco além da meia noite, os ladrões, verificando que a luz não brilhava mais dentro da casa, resolveram voltar. O chefe do bando disse aos demais:
- Não devemos ter medo!
E mandou que um entrasse primeiro para examinar a casa. Chegando à casa, o homem dirigiu-se à cozinha para acender um vela. Tomando os olhos do gato, que brilhavam no escuro, por brasas, tentou neles acender um fósforo. O gato, entretanto, não gostou da brincadeira e avançou para ele, cuspindo-o e arranhando-o. Ele tomou um grande susto e correu para a porta dos fundos, mas o cão, que lá estava deitado, mordeu-lhe a perna. O ladrão saiu correndo para o quintal, mas, ao passar pelo burro, levou um coice. O galo, que acordara com o barulho, cantou bem alto: - Có, có, ró, có!!!!

Sempre a correr, o ladrão foi se reunir aos outros, a quem contou:
- Lá dentro há uma horrível bruxa que me arranhou com suas unhas afiadas e me cuspiu no rosto. Perto da porta, há um homem mau que me passou um canivete na perna. No quintal, há um monstro escuro, que me bateu com um pedaço de pau. Além disso tudo, no telhado está sentado um juiz, que gritou bem alto:
"- Traga aqui o patife!!!"... Acho que não devemos voltar lá... é muito perigoso!!

Depois disso, nunca mais os ladrões voltaram à casa, e os quatro músicos de Bremen sentiam-se muito bem lá, onde faziam suas músicas e viviam despreocupados. De vez em quando alguém das redondezas os chamavam e lá iam eles, felizes e contentes, tocar a sua música...."
[...]

Presente da nossa geração para gerações futuras...

Enquanto gerações passadas tiveram como preocupação a liberdade, as guerras, a AIDS, hoje se tem uma nova preocupação. A diferença é que a preocupação de hoje tem um quê maior de nobreza. Não só o futuro da Terra, mas o nosso está em jogo.

Verdade que a temperatura da Terra aumentou normalmente durantes os séculos, porém é indiscutível que a ação humana, mais precisamente a partir da revolução industrial, acelerou esse aquecimento. Pior é que mesmo com tudo isso ainda se observa indústrias poluindo cada vez mais. O que acontece?Será que não é possível conciliar uma política ambientalista de qualidade (coisa que falta ao governo brasileiro, mesmo com Carlos Minc no ministério) com o desenvolvimento?

Mesmo que o aquecimento global não proporcione uma catástrofe como a idealizada no documentário de Al Gore, é necessário uma conscientização de todos os governos. Muitas pessoas têm uma idéia errada do aquecimento global, que está mais para mudança climática global do que aquecimento.

Mas a preocupação mundial não é à toa. Cientistas acreditam que 40% das árvores da Amazônia, da NOSSA Amazônia, desapareçam se o aumento da temperatura passar de 2°C para 3°C. E ainda OUTROS a desmatam diariamente, com nosso governo fingindo que reprime enquanto os mesmos OUTROS fingem que estão preocupados, dizendo que o “brasileiro” não tem capacidade de cuidar da Amazônia, levantando a bandeira da internacionalização.

É uma série de absurdos, onde quem vai sair perdendo não vai ser a nossa geração, e sim gerações futuras.

[...]

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